Pastores à beira do suicídio. E as igrejas com isso?

As notícias sobre suicídio de pastores ainda nos surpreendem. Mas estão se tornando mais comuns. Suicídio é uma face extrema da falta de saúde emocional, psíquica e espiritual que acomete muitos.

Embora isso não seja privilégio dos líderes, pois também acomete membros da comunidade cristã, focamos aqui pastores e pastoras que servem as igrejas e, de alguma maneira, deveriam ser modelo.

Há em nosso meio uma crescente preocupação com o “pastoreio de pastores”. Sim, pois as igrejas deveriam perguntar-se: “quem pastoreia o nosso pastor?”. A Aliança Brasileira de Pastoreio de Pastores (ABPP) reúne vários ministérios no Brasil que se dedicam a essa tarefa. Celebramos e apoiamos a ABPP.

Oferecemos a pastores, líderes e pessoas que amam seus pastores, três textos abaixo para despertar o interesse por esse delicado assunto – a saúde dos pastores de nossas igrejas. Pois, como esperamos ter igrejas saudáveis se seus pastores estão doentes?

O primeiro texto é da Dra. Maria Cândida Becker, psicóloga, mestre e doutora em saúde mental que, por muitos anos, trabalha com a saúde de cuidadores e tem experiência como terapeuta, inclusive de pastores. O artigo "Sou pastor, estou estressado e agora?" alerta: “A vida não é mais santa por causa de feridas emocionais. Nossas igrejas aceitam problemas de saúde espiritual e física, porém pouco ou nada falam da saúde emocional no contexto da santidade, o que pode ser um obstáculo ao crescimento espiritual e à santidade.” Dra. Maria Cândida conclui apresentando algumas estratégias para lidar com o estresse. Leia o artigo clicando aqui.

O segundo artigo é de Ricardo Costa, pastor presbiteriano, diretor de treinamento da Mocidade para Cristo (MPC) e diretor do Centro de Treinamento de Plantadores de Igrejas (CTPI), e professor no Seminário Presbiteriano em Campinas (SPS). Em seu artigo "Cuidando de si mesmo para cuidar dos outros", Costa, à luz da Bíblia, alerta que pastores não devem morrer pela igreja, pois Jesus já fez isso! E, à luz da história do encontro de Elias com Deus, ele faz provocantes aplicações à vida dos pastores e líderes cristãos. Uma de suas sugestões é que pastores devem ter amigos. Parece simples, mas a maioria é solitária. “Muitas enfermidades da alma seriam resolvidas se tão somente tivéssemos alguém com quem conversar, se estivéssemos em um ambiente de segurança, com a certeza de que estaríamos sendo acolhidos com amor, graça e não sendo julgados.” Que desafio às Igrejas também! Leia todo o artigo em nosso site, clicando aqui.

O último artigo é de um pastor dedicado ao pastoreio de pastores. Jesus Aparecido dos Santos Silva tem servido aos pastores da Convenção Batista Nacional, além de ser o pastor da Igreja Batista Central de Anápolis, GO. O artigo “Tem cuidado de ti mesmo”, alerta para o fato de que descuidos ao longo da vida pastoral podem apresentar uma conta alta na maturidade e na velhice. Citando Robert Clinton, “apenas dois em cada dez líderes cristãos conseguem chegar à fase da celebração; a fase de tornar-se um modelo e referência para os mais jovens. Isto por causa de problemas de caráter, mas também por problemas de saúde.” A boa notícia é que isso pode ser evitado. Leia todo o artigo em nosso site, clicando aqui.

“Independentemente de a quem compete a responsabilidade de ações preventivas no campo da saúde mental, esta responsabilidade deve caber em primeiro lugar ao próprio ministro. A responsabilidade pela própria vida é de natureza indelegável. Não se deve delegar à igreja o dever de ser feliz. As igrejas têm, no entanto, a função essencial e também indelegável de contribuir para que seus ministros entendam a responsabilidade que têm pela promoção da sua própria saúde”.

Marilda Emmanuel Novaes Lipp
Que aprendamos mais da vida abundante que Jesus veio nos trazer.

Boa Leitura!

Novembro de 2016.
Aliança Cristã Evangélica Brasileira